VOCÊ USA MENOS, MAS PAGA MAIS! O ABSURDO DA CONTA DE LUZ NO BRASIL. SOMOS UM DOS PAÍSES QUE MAIS ARRECADA IMPOSTOS E QUE MENOS DEVOLVE BENEFÍCIOS SOCIAIS.
- MOSTB Editora

- há 4 dias
- 4 min de leitura
A cada mês que passa, o brasileiro se depara com uma realidade que desafia qualquer lógica: mesmo consumindo menos energia, a conta chega mais alta. Não é impressão, não é sensacionalismo os números comprovam.
O consumo cai, a conta sobe
Compare dois períodos do mesmo ano:
🔸 Janeiro/2025• Consumo: 60 kWh• Conta: R$ 67,12
🔸 Novembro/2025• Consumo: 46 kWh• Conta: R$ 71,41
Mesmo usando 23% MENOS energia, a conta ficou 6,4% MAIS cara.
E esse é exatamente o retrato do que o brasileiro sente no dia a dia: as tarifas, bandeiras e encargos sobem continuamente, independentemente do consumo real.

Por que isso acontece?
A resposta está na estrutura do sistema elétrico brasileiro especialmente nas bandeiras tarifárias, criadas para repassar custos extras ao consumidor.
Segundo a ANEEL, as bandeiras servem para “indicar se as condições de geração de energia estão favoráveis ou desfavoráveis” e aplicar cobranças extras quando o custo aumenta .
Quando a bandeira é vermelha (patamar 1 ou 2), significa que:
As condições de geração estão ruins
As hidrelétricas estão produzindo menos
O país precisa acionar usinas térmicas, que são muito mais caras
O custo adicional é repassado direto ao consumidor hoje cerca de R$ 4,46 a cada 100 kWh no patamar 1 .
Por isso, mesmo que você desligue aparelhos, troque lâmpadas e reduza seu uso ao mínimo, a conta continua aumentando.
E por que as bandeiras estão vermelhas?
Porque os reservatórios das hidrelétricas — que abastecem grande parte do país estão baixos.
Dados recentes do ONS mostram que, no Sudeste/Centro-Oeste (região mais importante do sistema):
O nível dos reservatórios está em torno de 43,8%
Com previsão de subir levemente para 44,2% até o fim de novembro .
O volume projetado até o fim de 2025 deve ficar entre 40% e 55%, abaixo do ideal .
Esses níveis são considerados preocupantes e não dão segurança para operar as hidrelétricas com plena capacidade, o que obriga o acionamento de termoelétricas mais caras e mantém as bandeiras vermelhas.
O consumidor paga por um sistema caro, instável e injusto.
Mesmo quando faz a sua parte economiza, reduz consumo, diminui o uso de eletrodomésticos continua sendo punido com contas mais altas.
E isso vem se somando ao impacto nos demais serviços essenciais:
Energia elétrica mais cara
Água mais cara
Combustível mais caro
Alimentação mais cara
O trabalhador precisa fazer milagre para fechar o mês… e ainda vê a conta aumentar mesmo quando “faz tudo certo”.
As tarifas, bandeiras e encargos sobem continuamente. Os reservatórios continuam baixos. E o consumidor é quem paga o preço.
O sistema fica mais pesado, mais caro, mais injusto. E quem está na ponta nós seguimos arcando com a conta.
“carga tributária” Somos um dos países que mais cobram impostos de seus cidadãoes e o que menos devolve em benefícios sociais.
Considera impostos federais, estaduais e municipais, quando informação disponível.
País | Carga Tributária (≈ % do PIB)¹ | Indicador de Retorno / Bem-Estar (ranking IRBES / posicionamento) |
Irlanda | ~ 20,9% IBPT Instituto | 1º lugar no ranking de retorno — melhor aproveitamento da arrecadação. IBPT Instituto+1 |
Suíça | ~ 27,2% IBPT Instituto | 2º no ranking de retorno — elevada qualidade de vida. IBPT Instituto+1 |
Estados Unidos | (carga menor que países europeus ricos — geralmente sub-30% do PIB) cebrasse.org.br+1 | 3º no ranking IRBES entre países com alta carga tributária. IBPT Instituto+1 |
Austrália | ~ em torno de 30-35% (considerada carga inter-média-alta) IBPT Instituto+1 | 4º no ranking de retorno. IBPT Instituto+1 |
Canadá | ~ 33% do PIB (carga tributária total aproximada) cebrasse.org.br+1 | 7º no ranking IRBES — bom retorno relativo à carga. IBPT Instituto+1 |
Brasil | ~ 33% do PIB (arrecadação total) Plox+2Serviços e Informações do Brasil+2 | 30º e última posição no ranking de retorno — entre os países que mais cobram, é o que menos devolve em bem-estar à população. IBPT Instituto+2Diário do Comércio+2 |
Interpretações importantes dessa comparação
Há países com carga tributária menor ou moderada (como Irlanda e Suíça) que conseguem alto retorno social ou seja: cobram menos proporcionalmente, mas entregam boa qualidade de vida (serviços públicos, infraestrutura, saúde, educação).
Alguns países (Austrália, Canadá, Estados Unidos) têm carga tributária próxima da do Brasil mas, em geral, devolvem mais à população, com melhores resultados sociais.
O Brasil, mesmo estando entre os países com carga tributária mais elevada da América Latina e próximo de médias de economias desenvolvidas (~ 33% PIB), aparece no fim da fila quando o critério é “retorno para a sociedade” (serviços, bem-estar, qualidade de vida).
Isso evidencia um problema estrutural: não basta arrecadar é preciso gerir bem os recursos, garantir transparência, eficiência e priorizar investimento público de qualidade. Onde isso falha, a carga tributária alta pesa no bolso da população sem trazer melhorias necessárias.
Existem modelos bem-sucedidos no mundo: países que equilibram tributação e bem-estar, cobrando de forma justa e oferecendo serviços públicos de qualidade.
No Brasil, a carga tributária elevada não se traduz em retorno equivalente o cidadão paga muito e recebe pouco.
Isso reforça a percepção de injustiça fiscal e evidencia a urgência de reformas estruturais: foco na eficiência, combate à corrupção, melhor gestão dos impostos e priorização de serviços que realmente importam (saúde, educação, segurança, infraestrutura).
isso precisa mudar.
Texto: mostb.com



Comentários