549756853021
top of page

Mortes Por Doenças cardiovasculares avançam no Brasil e já lideram mortalidade entre 2023 e 2026

  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Os dados mais recentes do Portal da Transparência do Registro Civil, DATASUS e estudos da cardiologia brasileira mostram um cenário preocupante: as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil e apresentaram crescimento consistente entre 2023 e 2026. Entre os principais responsáveis por esses números estão o Acidente Vascular Cerebral (AVC), o infarto agudo do miocárdio e os casos de morte súbita associados a arritmias cardíacas.



O AVC consolidou-se como uma das maiores causas de mortalidade no país, ultrapassando em muitos períodos o próprio infarto em número absoluto de óbitos. Em 2023, foram registrados aproximadamente 85 mil óbitos por AVC. Em 2024, os números permaneceram elevados, variando entre 85.427 e 85.793 mortes. Já em 2025, até outubro, mais de 64 mil brasileiros haviam morrido em decorrência da doença. Os dados preliminares de 2026 mostram que o ritmo permanece alarmante, com milhares de mortes registradas logo nos primeiros meses do ano. Especialistas apontam que hoje ocorre, em média, uma morte por AVC a cada seis minutos no Brasil.


Os ataques cardíacos também continuam entre as principais causas de óbito. Em 2023, o número de mortes por infarto variou entre 77 mil e 94 mil registros, dependendo da metodologia utilizada pelos levantamentos. Em 2024, os números permaneceram em patamares elevados, ultrapassando 78 mil mortes. O dado mais preocupante é o crescimento de casos entre pessoas mais jovens. Estudos recentes apontam aumento expressivo nas internações por infarto em indivíduos com menos de 40 anos nas últimas duas décadas, cenário associado ao sedentarismo, obesidade, alimentação ultraprocessada, estresse crônico, consumo excessivo de energéticos, tabagismo e cigarros eletrônicos.


Outro ponto de alerta é a morte súbita cardíaca. Estima-se que cerca de 212 mil brasileiros morram todos os anos por eventos relacionados a arritmias fatais e parada cardíaca súbita. Embora muitos casos ainda sofram subnotificação, especialistas afirmam que o impacto real pode ser ainda maior. Estudos epidemiológicos demonstram crescimento dos atendimentos por arritmias cardíacas e aumento significativo dos registros de morte súbita em algumas regiões do país entre 2024 e 2025.


O panorama geral mostra que as doenças cardiovasculares permanecem no topo da mortalidade nacional. Em 2022, o Brasil registrou aproximadamente 400 mil mortes por doenças do coração e circulação. Em 2023, os registros oficiais apontaram mais de 388 mil óbitos cardiovasculares. As projeções para 2025 e 2026 mantêm números semelhantes, indicando estabilidade em níveis extremamente altos.


Especialistas alertam que vários fatores contribuem para essa escalada. Entre eles estão o envelhecimento populacional, o aumento da obesidade, diabetes, hipertensão arterial, sedentarismo, má alimentação, consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, altos níveis de estresse emocional e baixa adesão à prevenção médica. Outro problema apontado pelos cardiologistas é o abandono do acompanhamento preventivo após a pandemia, o que atrasou diagnósticos e tratamentos importantes.


A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir esses índices. Controle da pressão arterial, alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, redução do consumo de açúcar e alimentos industrializados, abandono do cigarro e acompanhamento médico periódico podem diminuir significativamente o risco cardiovascular.


Embora os dados de 2025 e 2026 ainda sejam parciais e sujeitos à consolidação oficial, o cenário já evidencia que as doenças cardiovasculares seguem como um dos maiores desafios de saúde pública do Brasil.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui orientação médica profissional.


Mortes Cardiovasculares Totais

Observação

 

2022

~84.000

~98.019

~400.000

Pós-pandemia ainda com reflexos importantes

2023

~85.292

▲ +1,5%

77.706 a 94.008

estabilidade/leve queda

388.177

AVC ultrapassa infarto em mortalidade

2024

85.427 a 85.793

▲ +1,2%

77.886 a 78.256

estabilidade

~390.000

Crescimento contínuo do AVC

2025*

64.471 (até outubro)

tendência de alta

+300 mil doenças cardiovasculares gerais

alta parcial

projeção próxima de 400 mil

Dados ainda preliminares

2026**

7.123 em janeiro

manutenção dos altos índices

+110 mil cardiovasculares até abril

crescimento contínuo

projeção de ~400 mil

Dados parciais do início do ano


Escala de crescimento observada (2023–2026)

AVC

2023  ██████████████████████████

2024  ███████████████████████████

2025  █████████████████████████████

2026  ██████████████████████████████


INFARTO

2023 ████████████████████████

2024  █████████████████████████

2025  ███████████████████████████

2026  ████████████████████████████


DOENÇAS CARDIOVASCULARES GERAIS

2023  ███████████████████████████████████

2024  ████████████████████████████████████

2025  █████████████████████████████████████

2026  ██████████████████████████████████████


Principais conclusões

  • O AVC consolidou-se como a principal causa de morte cardiovascular no Brasil.

  • O infarto permanece em níveis extremamente elevados, principalmente entre adultos jovens.

  • A mortalidade cardiovascular geral voltou a crescer após a pandemia.

  • Especialistas relacionam esse avanço ao aumento da obesidade, hipertensão, diabetes, sedentarismo, estresse crônico e alimentação ultraprocessada.

  • A Sociedade Brasileira de Cardiologia projeta manutenção de aproximadamente 400 mil mortes cardiovasculares anuais no país se não houver mudanças importantes em prevenção e diagnóstico precoce.


Dados de 2025 ainda preliminares.* Dados de 2026 parciais até o primeiro quadrimestre.

Parte superior do formulário

 

Fontes oficiais e institucionais


Observação importante

Os números de 2025 e 2026 ainda são considerados preliminares e podem sofrer alterações após consolidação definitiva dos dados pelo Registro Civil e DATASUS. Além disso, alguns estudos utilizam metodologias diferentes de contabilização, o que pode gerar pequenas variações estatísticas entre as fontes.

 

Texto: mostb.com

bottom of page