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- Altos Salários e Aposentadoria Integral
Quando a Igualdade Social Para no Palanque Enquanto o brasileiro comum enfrenta décadas de contribuição para se aposentar com, no máximo, R$ 7.786,02 , os principais nomes da política nacional desfrutam de aposentadorias múltiplas, regalias vitalícias e estruturas financiadas pelos cofres públicos . O discurso da igualdade social , frequentemente repetido por líderes da esquerda, como Lula, Gleisi Hoffmann, Flávio Dino e Fernando Haddad , entra em contradição quando analisamos os benefícios mantidos por eles e seus pares — muitas vezes acumulando aposentadorias, cargos e estruturas que nenhum trabalhador privado jamais terá. Ex-presidentes e suas aposentadorias: um retrato do privilégio Ex-Presidente Aposentadoria/Benefício Valor estimado mensal Estrutura vitalícia financiada pelo Estado Lula Anistiado político (INSS especial) R$ 8 a R$ 12 mil Escritório, 4 assessores, 2 seguranças, carro com motorista Dilma Rousseff Anistiada + aposentadoria Banrisul R$ 20 mil (soma) Idêntica à de Lula FHC Aposentado como professor da USP ~R$ 25 mil Total estrutura de ex-presidente Michel Temer Aposentado como professor de Direito ~R$ 22 mil Total estrutura de ex-presidente ❝ Nenhum deles se aposentou por ter sido presidente. Mas todos mantêm um padrão de vida e estrutura pagos com dinheiro público — algo inalcançável ao cidadão médio. ❞ Custo público e incoerência social É importante lembrar que esses pagamentos e estruturas são mantidos mesmo após escândalos, impeachments ou condenações , como no caso de Dilma Rousseff e Fernando Collor , que mesmo impedidos de continuar no cargo, mantêm seus privilégios. O mesmo vale para parlamentares cassados ou investigados. Enquanto isso, milhões de brasileiros que trabalham em condições duras precisam: Trabalhar até 65 anos (homens) ou 62 anos (mulheres) ; Contribuir por 40 anos ou mais ; Receber benefícios que, muitas vezes, não cobrem sequer despesas básicas . Deputados e Senadores: aposentadorias milionárias para poucos anos de mandato Parlamentares que ingressaram antes de 1997 podem se aposentar com 8 anos de mandato . Mesmo após a extinção do IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas), quem já estava no sistema manteve seus direitos integrais . Parlamentar Regra de aposentadoria Valor estimado Gleisi Hoffmann Regime especial (desde 2003) ~R$ 20 mil (acumulável) Flávio Dino Aposentado como professor/jurista ~R$ 15 mil + salário atual Fernando Haddad Sem aposentadoria especial ainda Acumulou R$ 595 mil em bens Apesar de defenderem pautas sociais, muitos desses parlamentares: Recebem diárias generosas em viagens nacionais e internacionais; Têm direito a auxílio-moradia mesmo possuindo imóveis em Brasília ; Mantêm aposentadorias acumuladas com cargos de confiança ou nomeações públicas . Janja e o “gabinete informal”: regalias sem cargo eletivo A primeira-dama Janja Lula da Silva , mesmo sem mandato eletivo, dispõe de: Salários para equipe informal : cerca de R$ 160 mil/mês ; Custo anual estimado : R$ 1,9 milhão ; Gastos com diárias em viagens internacionais : mais de R$ 1 milhão desde 2023. Diárias para quatro assessores acompanharem Janja em Roma chegaram a R$ 24 mil , valor superior à aposentadoria de 3 trabalhadores do INSS juntos. 📉 Enquanto isso, a realidade do povo… Perfil Regra de aposentadoria Valor médio recebido Trabalhador CLT INSS, 40 anos de contribuição ~R$ 2.100 MEI ou autônomo Contribuição mínima de 20 anos ~R$ 1.500 Aposentado rural 15 anos de contribuição e 60+ anos R$ 1.412 (salário mínimo) Em nenhum dos casos há carro oficial, equipe, viagens pagas ou auxílio-moradia. Quando o discurso não bate com a prática É inegável que lideranças políticas de esquerda têm promovido avanços em políticas públicas para minorias e populações vulneráveis. Mas quando se trata da redistribuição real de privilégios , a história muda. A permanência de aposentadorias especiais , estruturas vitalícias custeadas pelo erário e gastos incompatíveis com a realidade brasileira expõem um abismo entre o discurso de igualdade e a prática de manutenção de privilégios. Se a igualdade é prioridade, que ela comece no topo. Quer justiça social de verdade? Então que parlamentares, ministros, presidentes e suas famílias vivam com as mesmas regras que impõem ao povo. Texto: mostb.com Fonte: Site gov.br
- Igualdade social à brasileira: o que (ainda) separa o discurso de Luiza Trajano da distribuição real de riqueza no Magalu
Em maio de 2025, numa entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, Luiza Helena Trajano reafirmou a convicção que repete há décadas: “Sempre me preocupei com a questão social do país; a desigualdade é um câncer que todos governo e empresas – precisamos curar” Dois meses antes, no B20 Summit, ela ecoara o mesmo tom: “A fome e a desigualdade não são só problema do governo; são responsabilidade de todos nós aqui dentro” O Magalu realmente virou um laboratório de ações afirmativas: programa de trainee exclusivo para negros, cota de transição para mulheres em conselhos, rede de apoio a empreendedoras, campanhas contra a violência doméstica. Nada disso é trivial num varejo historicamente dominado por homens brancos. Mas, quando o assunto é redistribuição de capital – participação acionária ou partilha robusta dos lucros – a conversa muda de patamar: a família controladora continua dona de mais de 57 % do capital votante, e o grosso da valorização da empresa não chega à maioria dos funcionários. Onde o Magalu já avançou Indicador de diversidade 2015 2019 2025* Observações Mulheres em cargos de gerência 26 % redalyc.org 34,2 % (546 de 1 597)† — Crescimento vem desacelerando; empresa não divulga dado 2024/25. Mulheres no Conselho de Administração 29 % (2 de 7) — 40 % Acima da média brasileira (≃ 15 %). Colaboradores pretos ou pardos — 53 % (estável) Mas só 16 % em liderança, segundo o próprio CEO *Últimos números públicos disponíveis. †Relatório Integrado 2019 (dados de pessoal). Esses avanços sustentam a fama de Luiza Trajano como “empresária social”. Ela mesma ironiza: “Se ser socialista é querer igualdade, sou socialista desde os 10 anos” Onde o capital ainda se concentra Controle familiar e voto majoritário Em março de 2024, a LuizaCaslu Participações e demais controladores subscreveram 66 % do aumento de capital de R$ 1,25 bi, elevando sua fatia votante para 57,2 % No alto escalão, apenas dois Trajanos – Luiza (presidente do conselho) e seu filho Frederico (CEO) – concentram o poder formal de decisão. Participação nos lucros (PLR) x participação acionária Há um programa de PLR para todos os níveis, mas o pagamento oscila e raramente ultrapassa 1,5 salário/ano glassdoor.com.br . A companhia mantém planos de opções de ações , mas eles são limitados a executivos e “colaboradores estratégicos”. Prova disso é o programa de recompra de até 10 milhões de ações aprovado em maio de 2025 justamente para “cumprir obrigações dos planos de remuneração baseada em ações” investidor10.com.br . Não existe, até hoje, um ESOP (employee stock‑ownership plan) amplo nem um modelo cooperativo em que “qualquer caixa de loja” participe dos dividendos societários. Lucros crescentes, partilha desigual Mesmo após reverter prejuízo e lucrar R$ 448,7 mi em 2024 Magalu distribuiu dividendos apenas aos acionistas (família inclusive); o PLR totalizado equivale a uma fração de um trimestre de lucro. A contradição central Luiza Trajano costuma dizer que o “propósito” sustenta o crescimento. Mas propósito custa dinheiro . A empresa está disposta a investir em educação, rede de creches, capacitação de mulheres em tecnologia – todas iniciativas de alto impacto social. Entretanto, a estrutura de propriedade continua intocável . Para comparar: cooperativas como Mondragón (Espanha) ou o case da John Lewis (Reino Unido) mostram que é possível equilibrar competitividade com participação acionária dos empregados . No Brasil, poucos gigantes tentam algo parecido (ex.: Natura com planos de ações a todos os níveis administrativos). O Magalu, por enquanto, prefere bônus condicionados a metas – o que mantém a hierarquia do capital inalterada. O que poderia mudar o jogo? Caminho Impacto social Obstáculos ESOP progressivo (1 % do capital ao ano para fundo de empregados) Alinha interesses de longo prazo, cria poupança e reduz rotatividade Diluição acionária; complexidade fiscal no Brasil PLR indexado a lucro líquido (múltiplo estável sobre o resultado anual) Participação automática nas boas fases do ciclo Volatilidade de varejo pode gerar frustração em anos de crise Fundo interno de “equidade racial e de gênero” remunerado com dividendos Financia bolsas, mentorias e equity grants para mulheres e negros Requer apoio dos minoritários; questões de governança A entrevista à CNBC ecoa coerentemente o histórico de Luiza Trajano: ela avançou mais que a média do mercado em diversidade de gênero e raça e mantém uma militância pública rara entre grandes empresários brasileiros .Contudo, quando o tema é igualdade socioeconômica – divisão dos frutos do capital –, o Magalu segue o manual tradicional: família majoritária, stock‑options restritas e PLR enxuto. A desigualdade que Luiza combate fora da companhia ainda sobrevive, em outra forma, dentro da estrutura acionária que ela legitimamente preserva. Num país em que 1 % detém metade da riqueza, talvez a próxima fronteira da “preocupação social” seja exatamente essa: compartilhar, também, o patrimônio que o varejo digital gera . A história mostra que o Magalu não teme pioneirismos; resta saber se a nova disrupção virá do caixa da loja ou da carteira de ações. Notas: Todos os dados citados são de fontes públicas listadas ao longo do texto; asteriscos (*) indicam a ausência de números atualizados divulgados pela empresa até julho de 2025. Texto: mostb.com Fontes: timesbrasil.com.br . www1.folha.uol.com.br . socialismocriativo.com.br . mercadoeconsumo.com.br . investidor10.com.br . infomoney.com.br .
- A madrugada em que o sistema financeiro foi testado
Na madrugada de domingo para segunda-feira (30 de junho para 1º de julho de 2025), às 4 h, um executivo da fintech BMP recebeu um telefonema alarmante: um PIX de R$ 18 milhões havia sido transferido da “conta reserva” da empresa para outro banco sem autorização. O que começaria com esse valor logo se mostraria apenas a ponta do iceberg. Ao chegar ao escritório, descobriu-se que R$ 400 milhões haviam sido drenados em transações não autorizadas. Estimativas iniciais do Banco Central indicam que, somando as perdas de diversas instituições via essa mesma vulnerabilidade algo em torno de R$ 800 milhões desapareceu das contas das instituições conectadas à C&M Software. Onde aconteceu e como A falha ocorreu na C&M Software, um provedor de serviços de tecnologia da informação (PSTI) que faz a intermediação de mensagens entre bancos, fintechs e o Banco Central como instruções de PIX, TED e outras operações. Pelo sistema, algumas fintechs acessam diretamente suas “contas reserva” no BC. Os grandes bancos, por outro lado, se conectam diretamente, sem intermediários. Os hackers teriam chegado por essa porta: enviaram instruções de pagamento “legítimas”, com todos os critérios de segurança exigidos pelo BC, pois foram emitidas a partir do prestador de serviço. Como explicou uma fonte próxima ao BC: “é como se tivéssemos recebido uma transação com o chip e a senha do cartão” o provedor foi “enganado”, liberando acesso indevido às contas. A reação e as consequências Imediatamente após o ataque, a C&M desativou temporariamente o PIX para as instituições afetadas. A BMP já recuperou R$ 130 milhões até o início da manhã de segunda-feira, segundo Carlos Eduardo Benitez, fundador da companhia. Ele ressaltou que "nenhuma conta de cliente foi afetada e nenhum dado foi vazado" e que os clientes estão “100 % protegidos”. Apesar disso, se não houver mais recuperações, a BMP pode sofrer uma perda de cerca de R$ 300 milhões no caixa quase metade de sua liquidez pré-ataque, que girava em torno de R$ 600 milhões. braziljournal.com Um ataque bem orquestrado e com precedentes Segundo estimativas, este foi o ataque mais sofisticado e oneroso já registrado no sistema financeiro brasileiro. A C&M é apenas uma das sete PSTIs autorizadas, que juntas conectam 293 instituições ao Banco Central. Esse modelo de intermediação é visto como vulnerável por especialistas. Rocelo Lopes, da SmartPay (responsável pela carteira criptográfica Truther), disse: “O coração do problema está nas mensagerias. Se não mudarem isso, isso vai acontecer de novo” e cobrou a adoção de protocolos mais rígidos, inclusive usando IA para identificar transações atípicas. Ele lembra que já houve outros ataques semelhantes, como um recente assalto a uma instituição em São Paulo, que vazou R$ 30 milhões via uma conta pessoal, passou por uma operadora OTC de criptomoedas e foi convertida em USDT/Bitcoin na SmartPay tudo sem alarde público. O que o BC está fazendo — e por onde seguir O Banco Central afirma que seus sistemas estão íntegros — o problema não foi interno, mas causado pela emissão de ordens falsas através de um parceiro confiável. Agora, o foco está em identificar o ponto vulnerável da C&M, avaliar o que pode ser recuperado e reforçar mecanismos de segurança no ecossistema do PIX. “O processo de segurança é dinâmico e contínuo”, disse a fonte. Enquanto isso, a C&M suspendeu temporariamente o acesso ao PIX dos clientes afetados, e a BMP mantém reuniões com o BC para coordenar a resposta e entender a extensão dos danos. Por que esse episódio é um alerta vermelho para o sistema Integração acelerada x segurança deficiente A migração rápida de novos players (fintechs, bancos regionais, etc.) conectados ao PIX via PSTIs expôs falhas não previstas na arquitetura original. Contas reserva compartilhadas As chamadas “contas reserva” mantêm recursos mistos (clientes + instituição) no BC, elevando o risco sistêmico caso uma falha ocorra. PIX como instrumento de liquidez imediata para criminosos A velocidade e disponibilidade do PIX, especialmente fora do horário comercial, são um canal extremamente atrativo para lavagem de grandes volumes. A urgência por IA e detecção de anomalias Especialistas apontam a necessidade de sistemas preditivos e filtros automáticos que identifiquem padrões suspeitos, protegendo tanto PSTIs quanto o PIX como um todo. O episódio não foi apenas um ataque foi um teste dramático à infraestrutura digital do sistema financeiro brasileiro. R$ 800 milhões sumidos em questão de minutos mudam o paradigma: não é mais uma questão de “se”, mas de “quando” o próximo golpe virá. A velocidade do PIX, agregada à complexidade dos PSTIs, exige respostas rápidas e coordenadas entre Banco Central, provedores e instituições conectadas. Este evento tem potencial para ser o catalisador de uma nova era de segurança financeira: revisões nos protocolos, autenticação reforçada e inteligência artificial na linha de frente contra fraudes. Porque o verdadeiro legado desta madrugada tumultuada será como o Brasil reagirá se continuará a apenas simmer na superfície ou se resolverá ir fundo em sua blindagem digital. O que o Banco Central informou A C&M Software comunicou ao BC que sofreu um ataque cibernético em sua infraestrutura tecnológica . Em reação, o BC determinou o desligamento imediato do acesso das instituições à infraestrutura da C&M. O regulador deixou claro que os sistemas centrais do Banco Central não foram afetados , e que não houve impacto nas contas dos clientes finais. O BC está atuando em conjunto com a C&M e com as autoridades (PF, Polícia Civil-SP) para investigar o ataque . Recursos desviados estimativa oficial Embora ainda sem confirmação dos valores exatos, o Banco Central mencionou que as instituições devem ressarcir os recursos desviados , com base em estimativas preliminares que apontam desvios entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão . Investigações e consequências regulatórias O BC informou que o caso será analisado sob o escopo regulatório , com possibilidade de aplicar sanções. Paralelamente, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a ação hacker. Resumo das principais medidas do BC Medida tomada Detalhes Notificação recebida C&M informou sobre o ataque Ação imediata Cortou-se o acesso da C&M aos sistemas do BC Status do sistema do BC Sistemas do BC funcionam normalmente, sem danos Segurança dos clientes finais Nenhuma conta ou informação de pessoa física foi afetada Investigação Conduzida pelo BC, PF e Polícia Civil-SP Responsabilização e punições possíveis Estudo será feito conforme normativa vigente O Banco Central agiu rapidamente ao desconectar a C&M Software, protegeu a integridade de seus sistemas centrais e garantiu que os clientes não foram afetados. Agora, conduz investigação detalhada, com o objetivo de recuperar os valores desviados e aplicar as medidas regulatórias cabíveis. Fontes: BC. Correio Braziliense. braziljournal Texto: mostb.com
- Julho de 2025 começa com aumento na conta de luz em todo o Brasil
Mais um aumento em um dos serviços essenciais para a população e que irá afetar todos os setores, incluindo a classe baixa. A partir de julho de 2025, os consumidores brasileiros já começaram a sentir pesar no bolso com o novo aumento nas contas de energia elétrica. O reajuste acontece de forma nacional, afetando todos os estados, ainda que com valores diferentes conforme a distribuidora de energia de cada região. Bandeira Vermelha Patamar 1: cobrança extra em todo o país A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) manteve para julho a bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. Essa cobrança é aplicada de forma igual em todo o território nacional, atingindo residências, comércios e pequenas empresas. Motivo: Baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, exigindo o uso de usinas termelétricas, mais caras e poluentes. Condições climáticas desfavoráveis, como estiagem prolongada em várias regiões. 📈 Reajustes regionais por distribuidora Além da bandeira vermelha, cada estado também está passando por reajustes próprios, determinados pela ANEEL, com base nos contratos de concessão e custos operacionais de cada distribuidora. Exemplos de aumentos já autorizados: São Paulo (Enel SP): +13,47% para residenciais (em vigor desde 4 de julho) Minas Gerais (Cemig): +9,14% (desde maio) Paraná (Copel): +7,6% (desde junho) Bahia (Coelba): +10,8% (previsto para julho) Rio de Janeiro (Light): +14,5% (revisão extraordinária em análise) Pernambuco (Celpe): +12,3% Distrito Federal (Neoenergia Brasília): +11,2% Em estados com distribuidoras menores ou concessões federais (como Amazonas, Amapá e Acre), o reajuste varia, mas também segue a tendência de alta. Qual o impacto no bolso? Com a combinação de reajuste tarifário regional e bandeira vermelha nacional, o aumento real na conta pode ultrapassar 15% em alguns estados — especialmente onde já houve revisão recente da tarifa. Por exemplo: Uma família que pagava R$ 300, agora pode pagar cerca de R$ 345 a R$ 360, dependendo da região. Com maior consumo (como uso de ar-condicionado no inverno seco do centro-oeste ou aquecedores no sul), esse valor pode ser ainda maior. O que o consumidor pode fazer? Para aliviar os impactos, especialistas recomendam: Rever hábitos de consumo: evitar uso simultâneo de eletrodomésticos, reduzir banhos longos, desligar equipamentos em standby. Aproveitar luz natural e reduzir o uso de iluminação artificial durante o dia. Evitar horários de pico (18h às 21h), quando há maior demanda e maior carga na rede. Avaliar instalação de energia solar, que se tornou mais acessível e isenta de bandeiras tarifárias. Verificar se há tarifa social de energia elétrica disponível — famílias de baixa renda podem ter desconto de até 65%. Em julho de 2025, todos os estados brasileiros enfrentam um duplo aumento na conta de luz: a volta da bandeira vermelha e reajustes tarifários regionais. A recomendação é adotar medidas de economia e ficar atento aos seus direitos como consumidor.
- "Lula Repete Estratégia do Passado e Implementa Propostas do Plano Bolsonaro"
A história política brasileira revela padrões que, vez ou outra, retornam ao centro do palco com novos nomes, mas velhas estratégias. Um exemplo emblemático é a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, mais uma vez, retoma ideias e propostas originadas em governos anteriores como se fossem inéditas . Essa postura não é nova. Em seu primeiro mandato , iniciado em 2003, Lula assumiu o governo após Fernando Henrique Cardoso e, apesar das críticas à gestão anterior, aproveitou grande parte da base estrutural e dos planos já formulados no governo FHC , especialmente nas áreas econômica, social e institucional. O Bolsa Família, por exemplo, é a unificação e ampliação de programas como o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação — criados na administração tucana. O mesmo ocorreu com diversas políticas de controle fiscal, metas de inflação e até o modelo de concessão à iniciativa privada, que Lula inicialmente criticava. À época, quando as propostas herdadas se esgotaram, o governo petista demonstrou dificuldade em apresentar novas soluções estruturais , e recorreu a projetos de alto custo e baixa sustentabilidade, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que acumulou atrasos e revisões. Agora, em seu terceiro mandato , Lula parece repetir o mesmo movimento político — desta vez, executando ideias que constavam no plano de governo de Jair Bolsonaro (2018) , muitas das quais não saíram do papel no governo anterior por motivos diversos: entraves legislativos, crise sanitária ou falta de articulação política. Entre essas propostas que Lula agora coloca em prática, destacam-se: A CNH gratuita para pessoas de baixa renda , antes defendida no PL 3.267/2019, vinculado ao governo Bolsonaro; O uso de serviços prestados ao SUS como forma de compensação de dívidas tributárias de hospitais — proposta que esteve presente em discursos e planos do ex-ministro da Saúde, mas que agora ganhou corpo no programa “Agora Tem Especialistas”; A digitalização do prontuário eletrônico nacional , idealizada ainda em 2019 como forma de integrar o SUS, mas efetivada a partir de 2023 com o projeto Meu SUS Digital . Essa prática, embora politicamente comum, revela uma contradição : o governo atual, que constrói sua narrativa em oposição direta ao anterior, implementa ações que anteriormente criticava — e agora rebatiza como solução inovadora . Mais do que uma coincidência, esse comportamento reforça a percepção de que há uma continuidade prática entre gestões ideologicamente opostas , especialmente quando os projetos atendem demandas populares e possuem viabilidade técnica já amadurecida. Trechos originais do plano de governo de Jair Bolsonaro (2018) Saúde – parceria pública-privada e prontuário eletrônico “Prometemos unificar o prontuário dos pacientes de maneira nacional … e realizar um credenciamento universal dos médicos , permitindo compartilhar esforços da área pública com o setor privado .” pleno.news Trânsito – Programa CNH Social O substitutivo ao PL 3.267/2019 (encaminhado pelo Palácio do Planalto) introduziu a “ criação do Programa CNH Social, financiado pelo Funset, para custear a habilitação de pessoas de baixa renda ”. uol.com.br Propostas do plano Bolsonaro que não saíram do papel em 2019-2022 , por falta de apoio no congresso mas que ganharam corpo no governo Lula (2023-2025) Tema Proposta no plano Bolsonaro Execução no governo Bolsonaro Medida já implementada por Lula Fontes 1. CNH gratuita p/ baixa renda Incluir a CNH Social no CTB e bancá-la com o Funset. PL 3.267/19 foi aprovado, mas artigo sobre CNH Social sofreu entraves e nunca foi regulamentado. Lei sancionada em 27 jun 2025 : multas de trânsito podem financiar CNH gratuita a inscritos no CadÚnico . uol.com.brnoticias.uol.com.br 2. Troca de dívidas de hospitais por serviços ao SUS “Compartilhar esforços da área pública e privada” (credenciamento universal de médicos e hospitais). Ficou na promessa; não houve norma nacional que permitisse abater débitos fiscais com atendimento ao SUS. MP Agora Tem Especialistas (30 mai 2025) credencia clínicas e permite que hospitais privados/filantrópicos quitem até 50 % da dívida com a União prestando consultas, exames e cirurgias ao SUS . pleno.newsagenciabrasil.ebc.com.brnoticias.uol.com.br 3. Prontuário Eletrônico Nacional Implantar um Prontuário Eletrônico Nacional Interligado para reduzir custos e melhorar a gestão. Não saiu da fase de projeto-piloto. Estratégia Meu SUS Digital / SUS Digital (2023-2024) unificou o prontuário, integra 1,8 bi de registros e libera acesso em qualquer ponto de atendimento. pleno.newsgov.bragenciabrasil.ebc.com.br Outras promessas do plano Bolsonaro que Lula retomou ou adaptou Proposta (2018) Situação atual (Lula) Observação Ampliação do uso de telessaúde (parte do prontuário unificado) 24 núcleos adicionais de telessaúde criados; 7 000 kits previstos no PAC-Saúde. agenciabrasil.ebc.com.br Integra o SUS Digital. Compra de exames e cirurgias à rede privada para diminuir filas Editais abertos em 2024-25 para mutirões de oncologia, oftalmologia, ortopedia, etc., dentro do Agora Tem Especialistas . otempo.com.br Usa a mesma lógica de “compra de serviço” prevista no plano de 2018. Por que elas avançaram agora? Base legal aprovada pelo Congresso em 2023-25 (ex.: lei da CNH Social e MP do SUS). Rearranjo fiscal que permitiu usar multas de trânsito e créditos tributários para financiar políticas sociais. Prioridade política : o governo Lula retomou propostas populares que tinham consenso técnico, mesmo que originadas na gestão anterior. A prova que nada se cria, e tudo se copia quando não há conhecimento e até mesmo competência. Texto: mostb.com
- Programa “Agora Tem Especialistas” – Atendimento do SUS na Rede Privada
O Governo Federal lançou, em 30 de maio de 2025, a Medida Provisória que institui o programa “Agora Tem Especialistas”, permitindo que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) realizem consultas, exames e procedimentos em hospitais, clínicas e consultórios da rede privada credenciada, sem custo adicional para o paciente. Alterações previstas com o programa: 1. Parceria com o setor privado Credenciamento de instituições privadas e filantrópicas para atendimento nas especialidades: oncologia, cardiologia, oftalmologia, ginecologia, ortopedia e otorrinolaringologia. 2. Realização de exames e diagnósticos Exames complementares, como mamografia, tomografia e raio-X, poderão ser realizados em unidades privadas credenciadas. O pagamento será feito com base na tabela SUS, sem cobrança ao paciente. 3. Compensação de dívidas Hospitais e clínicas privadas com dívidas junto ao SUS poderão quitá-las por meio da prestação de serviços à população, sem necessidade de repasses financeiros imediatos. 4. Unidades móveis de atendimento Serão disponibilizadas 150 carretas de saúde para regiões com menor acesso, oferecendo consultas, exames e pequenas cirurgias. 5. Início da operação A previsão para o início dos atendimentos pela rede privada credenciada é agosto de 2025. Situação legal da medida A Medida Provisória entrou em vigor imediatamente em 30 de maio de 2025. No entanto, sua conversão em lei permanente ainda depende de aprovação pelo Congresso Nacional. Objetivos da iniciativa • Reduzir o tempo de espera por consultas especializadas e exames, cuja média em 2024 era de 57 dias. • Aproveitar a capacidade ociosa da rede privada. • Otimizar os fluxos assistenciais e ampliar a cobertura da rede SUS. Procedimentos para acesso ao programa 1. Cadastro e triagem na Unidade Básica de Saúde (UBS) O usuário deve comparecer à UBS de referência com documento de identidade, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. Caso não esteja cadastrado, será inserido no sistema pela equipe da unidade. 2. Avaliação por médico da atenção primária O paciente será atendido por clínico geral ou médico de família, que poderá solicitar exames iniciais e, se necessário, encaminhar para consulta com especialista. 3. Encaminhamento para especialista A solicitação será inserida na regulação da rede pública de saúde. A partir da vigência do programa, o sistema poderá alocar o paciente para atendimento em unidades públicas, privadas credenciadas ou unidades móveis. 4. Acompanhamento do agendamento pelo “Meu SUS Digital” O paciente poderá acompanhar o status do pedido por meio do aplicativo ou portal “Meu SUS Digital”, recebendo notificações sobre data, horário e local do atendimento. 5. Comparecimento ao atendimento O paciente deve comparecer ao atendimento conforme agendado. O serviço será gratuito. A unidade prestadora será remunerada com base na tabela SUS ou por compensação de dívidas. 6. Retorno à UBS e continuidade do cuidado Após a realização do exame ou consulta, o usuário deverá retornar à UBS para avaliação de resultados e encaminhamentos adicionais, se necessário. Motivações para a implantação do programa Situação de urgência declarada no sistema de saúde. Necessidade de ampliação da cobertura assistencial em áreas críticas. Garantia de acesso universal, gratuito e célere, conforme os princípios do SUS. Fluxo resumido de atendimento UBS – cadastro e triagem. Consulta com médico da atenção primária. Encaminhamento para especialista. Regulação e alocação do atendimento (público, privado ou móvel). Acompanhamento via “Meu SUS Digital”. Comparecimento ao atendimento. Retorno à UBS para continuidade do cuidado. Caso necessário, é possível obter mais informações com a Secretaria Municipal de Saúde ou diretamente pelo portal “Meu SUS Digital”. Texto: mostb.com Fonte: gov.br
- Americanas Negocia Mais de R$ 850 milhões Com a PGFN e Fornecedores
Em meio ao processo de recuperação judicial iniciado em janeiro de 2023 — após a descoberta de inconsistências contábeis que elevaram sua dívida nominal para cerca de R$ 49,9 bilhões —, a Lojas Americanas intensificou as negociações com diversos credores, incluindo a PGFN e fornecedores comerciais. Dívida tributária e com a PGFN Conforme divulgado pela PGFN, a Americanas possui R$ 657 milhões em débitos tributários inscritos, todos com depósito ou garantia, o que significa que estão com situação regularizada sem risco imediato de execução Além disso, havia R$ 1,8 bilhão em débitos fiscais acumulados com a União, São Paulo e Rio de Janeiro, conforme levantamento conjunto da PGFN e secretarias estaduais A empresa aproveitou os editais de Transação Tributária da PGFN (PGDAU), que oferecem entrada facilitada, abatimentos que podem chegar a 70% sobre multas e juros, e parcelamento estendido em até 55 meses. Negociação comercial com fornecedores Cerca de R$ 800 milhões em dívidas com fornecedores foram alvo de novos acordos diretos, parte do programa de recuperação judicial. Fornecedores de pequeno porte (débitos até R$ 12 mil) têm pagamento integral em parcela única. Fornecedores “colaboradores” que mantiveram relação comercial com a rede receberão parte dos R$ 4 bilhões reservados para esse grupo, com deságios e prazos facilitados Aqueles que não aderirem ao plano enfrentam deságios de até 80%, em parcelamento de até 20 anos. Impacto das negociações Esses acordos com a PGFN buscam aliviar o passivo tributário e oferecer condições de pagamento mais favoráveis, diminuindo a pressão sobre o fluxo de caixa da empresa. No âmbito dos fornecedores, a estratégia une proteção ao capital de giro da rede e manutenção das cadeias de suprimento, essenciais para a retomada das operações e confiança do mercado. Texto: mostb.com
- Magazine Luiza, Faz Novo Empréstimo de 50 Milhões.
O Magazine Luiza (MGLU3) anunciou a captação de um empréstimo de US$ 50 milhões junto ao BID Invest , braço de investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o objetivo de fortalecer sua infraestrutura tecnológica e expandir seus serviços digitais. Os recursos serão destinados a diversas áreas estratégicas da companhia, incluindo: Marketplace : aprimoramento da plataforma de vendas online; Publicidade digital (ads) : desenvolvimento de soluções para anunciantes; Fintech : expansão dos serviços financeiros oferecidos pelo Magalu; Logística (fulfillment) : melhoria na eficiência das operações de entrega; Computação em nuvem (cloud) : investimentos em infraestrutura tecnológica. Este financiamento complementa uma captação anterior de US$ 130 milhões realizada em abril de 2025 junto à International Finance Corporation (IFC) , instituição do Grupo Banco Mundial focada no setor privado. Ambas as operações foram estruturadas em conjunto, com análises técnicas coordenadas pelas duas entidades financeiras. O empréstimo possui prazo total de 5 anos , com 2 anos de carência para o pagamento do principal. Os juros serão pagos semestralmente, com uma taxa baseada na SOFR (Secured Overnight Financing Rate) acrescida de 3% ao ano. Importante destacar que se trata de um empréstimo "clean", ou seja, sem exigência de garantias reais, e com proteção cambial incorporada, resguardando a empresa contra flutuações do dólar durante a vigência do contrato. Segundo o CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, a operação com o BID Invest "ajuda a acelerar a estratégia de consolidação do ecossistema de negócios da empresa, que inclui a plataforma de varejo, serviços de logística, pagamentos e crédito, publicidade e computação em nuvem". A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de operação financeira. Com este aporte, o Magazine Luiza reforça sua posição no mercado digital brasileiro, buscando aprimorar sua oferta de serviços e consolidar-se como um dos principais players do varejo online no país. Texto: mostb.com
- Jogo do Tigrinho, Bets e a Mega Hipocrisia do Governo.
Jogo do Tigrinho, Bets e a Mega Hipocrisia do Governo. Se o problema são os jogos de azar, por que as loterias da Caixa continuam firmes, mesmo com lucros bilionários para o Estado e migalhas para os apostadores? Enquanto o governo brasileiro mira as plataformas de apostas online — conhecidas como "bets", como o polêmico Jogo do Tigrinho sob o pretexto de proteger a população e evitar o vício, esquece-se de olhar para o próprio espelho. Afinal, se a preocupação fosse genuína com a saúde mental e financeira dos brasileiros, as loterias da Caixa Econômica Federal também estariam na mira da fiscalização e proibição. Mas não estão . Pelo contrário, continuam funcionando a todo vapor. Os números revelam o tamanho da contradição: das apostas feitas nas loterias oficiais, apenas cerca de 43% são destinadas ao pagamento dos prêmios . O restante 57% da arrecadação é dividido entre comissões, custos operacionais e, principalmente, repasse ao governo federal via programas como FIES, esporte, cultura e segurança pública. Em 2024, a Mega da Virada arrecadou mais de R$ 2,49 bilhões , mas quase R$ 1,4 bilhão não retornou aos apostadores. Além disso, centenas de milhões de reais em prêmios vencem todos os anos e são automaticamente embolsados pelo governo . Em 2024, foram mais de R$ 252 milhões esquecidos , que foram parar nos cofres públicos — sem que o Estado faça qualquer esforço sério de devolução. Enquanto isso, as plataformas digitais que muitas vezes oferecem odds (probabilidades) mais justas, pagam prêmios quase que instantaneamente e não escondem os riscos do jogo são demonizadas. O motivo parece menos moral e mais financeiro: as bets retiram do governo o monopólio de lucrar com a esperança do povo . Entenda... Embora as loterias da Caixa Econômica Federal (CEF) tenham registrado um crescimento na arrecadação em 2024, atingindo R$ 25,9 bilhões um aumento de 10,6% em relação a 2023 , é importante considerar o impacto das apostas online no cenário atual. Segundo estimativas do Banco Central, os brasileiros destinaram entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões por mês a apostas online nos primeiros meses de 2025 . Esse volume significativo de recursos movimentados pelas plataformas digitais pode influenciar o comportamento dos apostadores e, consequentemente, afetar a participação nas loterias tradicionais. Embora não haja dados específicos que quantifiquem uma perda direta de arrecadação das loterias da CEF devido ao crescimento das apostas online, a concorrência entre essas modalidades de jogo é evidente. As plataformas digitais oferecem conveniência e acessibilidade, o que pode atrair uma parcela dos apostadores que anteriormente participavam das loterias tradicionais. Além disso, é relevante destacar e já mencionado neste texto que, nas loterias da CEF, apenas cerca de 43% da arrecadação é destinada ao pagamento de prêmios, enquanto o restante é alocado para programas sociais e outras despesas . Em contraste, as plataformas de apostas online frequentemente retornam uma porcentagem maior dos valores apostados aos jogadores, o que pode tornar essas opções mais atraentes para o público. Diante desse cenário, é fundamental que o governo considere estratégias para equilibrar a regulamentação e a competitividade entre as diferentes modalidades de jogos de azar, garantindo tanto a proteção dos consumidores quanto a sustentabilidade das receitas provenientes das loterias oficiais. A questão é direta: se o governo realmente se preocupa com os danos sociais dos jogos de azar, que tenha coragem de suspender também as suas próprias loterias . Caso contrário, a repressão às apostas digitais se mostra apenas como uma disputa de mercado disfarçada de preocupação ética. Porque, no fim das contas, o vício que o governo mais teme é o de perder receita . Texto: mostb.com
- Anvisa determinou a apreensão de um lote falsificado de toxina botulínica DYSPORT .
Em 29 de maio de 2025, a agência ANVISA publicou a Resolução RE nº 2.003/2025, suspendendo o lote W07310 do medicamento Dysport® (toxina botulínica A). A medida foi tomada após a empresa detentora do registro, Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., informar que não reconhece esse lote como original. Consequentemente, a Anvisa proibiu o armazenamento, comercialização, distribuição, exportação, fabricação, importação, propaganda, transporte e uso dos produtos desse lote em todo o território nacional. A Anvisa alerta que o uso de produtos falsificados representa sérios riscos à saúde, pois sua composição e procedência são desconhecidas. Profissionais de saúde e consumidores devem sempre verificar a autenticidade dos medicamentos adquiridos e, em caso de suspeita, notificar imediatamente a agência por meio dos canais oficiais. Desconfie de preços baixos demais em procedimentos com toxina botulínica! A maioria dos injetáveis utilizados em clínicas sérias como a toxina Dysport® é importada e passa por uma cadeia de custos que envolve: Taxas de importação Impostos estaduais e municipais Lucro do distribuidor Honorários do profissional aplicador Impostos e custos operacionais da clínica Ou seja, não existe produto injetável de alta qualidade a preço de banana. O valor justo de uma sessão facial com Dysport® pode variar conforme a região e a clínica, mas normalmente está entre R$ 1.200 e R$ 2.500, a depender da quantidade de unidades utilizadas. Preços muito baixos podem indicar: – Produto falsificado – Produto vencido – Ausência de registro na Anvisa – Profissional sem capacitação Segurança não é luxo é compromisso com a sua saúde e beleza. #ToxinaBotulínica #Dysport #EstéticaSegura #SegurançaEmPrimeiroLugar #BelezaComResponsabilidade #HealthPlus #EstéticaAvançada #HarmonizaçãoFacial #BotoxOriginal #ClínicaSegura
- Nome de Nelson Wilians aparece em investigação preliminar da Polícia Federal sobre INSS; escritório nega irregularidades e reforça legalidade da atuação
Revista Beneficium Juris Edição Maio de 2025 | Redação Beneficium Juris O advogado Nelson Wilians , fundador do escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV) , teve seu nome envolvido/citado em uma investigação preliminar conduzida pela Polícia Federal em maio de 2025, que apura possíveis irregularidades em contratos ou mediações envolvendo benefícios previdenciários no âmbito do INSS . O procedimento, ainda em curso, segue sob sigilo e encontra-se em fase de apuração inicial de documentos e escuta de testemunhas . O advogado Nelson Wilians, fundador do escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV) , foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como responsável por movimentações financeiras atípicas , totalizando R$ 15,5 milhões entre 2016 e 2022. Essas transações envolveram repasses de contas pessoais e do escritório para o empresário Maurício Camisotti, investigado por supostas fraudes no INSS. Um exemplo notável é uma transferência de R$ 751 mil em novembro de 2021, seguida por um pagamento de R$ 500 mil para a empresa Primares Viagens e Turismo, registrada como holding e sem atividades relacionadas a agenciamento de viagens. Camisotti justificou o pagamento como parte de um empréstimo e para custear uma viagem de Réveillon às Maldivas, mas a natureza dessas transações permanece sob investigação. Além disso, foram identificadas transações milionárias através da conta da esposa de Camisotti, levantando suspeitas de sonegação fiscal. A maior parte das transações foi realizada entre 2016 e 2020, período em que empresas ligadas a Camisotti e Wilians eram prestadoras de serviços do Geap, plano de saúde dos servidores públicos federais. Com a entrada no mundo das entidades no INSS, a Ambec, fundada por Camisotti em 2021, firmou um acordo de cooperação técnica com o INSS para efetuar descontos de mensalidades diretamente na folha de pagamento dos aposentados. A entidade acumula milhares de processos judiciais e defende-se alegando filiações manuais e problemas no sistema de cadastramento. As investigações envolvendo as entidades investigadas por fraude no INSS continuam sendo realizadas pela Polícia Civil, MPSP, PF, CGU e TCU. Até o momento, não há qualquer denúncia formal, indiciamento ou imputação penal contra o advogado ou os integrantes de seu escritório. A menção ocorre no contexto de verificação ampla, comum em apurações que envolvem grandes estruturas jurídicas. Em manifestação pública, Wilians reafirmou a lisura de sua atuação profissional e declarou estar à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento. A assessoria do NWADV reforçou que a banca “atua com ética, transparência e respeito às normas da Ordem dos Advogados do Brasil e ao ordenamento jurídico vigente”. Estrutura do NWADV: o maior escritório de advocacia do Brasil em número de unidades O escritório Nelson Wilians Advogados é considerado o maior da América Latina em extensão territorial e volume de processos. Atualmente, conta com 29 unidades operacionais em todas as capitais brasileiras e cidades estratégicas , operando sob um modelo de filiais jurídicas vinculadas à matriz , e não no regime de franquias comerciais . A banca detém uma carteira com aproximadamente: 657 mil processos ativos Mais de 20 mil clientes corporativos Aproximadamente 1.100 advogados e 2 mil colaboradores ao todo Considerando os dados apurados, procede-se à estimativa preliminar do faturamento anual do escritório, o qual se situa na faixa entre R$ 650 milhões e R$ 1,6 bilhão. Tal variação é explicada pelo volume da carteira processual ativa, pelas modalidades contratuais vigentes incluindo contratos de prestação integral de serviços jurídicos (full service), honorários condicionados ao êxito, bem como contratação por hora técnica, além dos valores acordados a título de honorários advocatícios, em conformidade com a tabela da OAB e negociação individual. Cumpre destacar que referida estimativa possui caráter indicativo, dado que os valores econômicos subjacentes às demandas judiciais superam habitualmente montantes meramente simbólicos, como R$ 1.000,00, sobretudo em ações de elevada complexidade, abrangência e repercussão financeira. O caso segue em fase de investigação preliminar, e não há elementos que configurem culpa ou qualquer sanção jurídica até o presente momento. A Revista Beneficium Juris , fiel ao seu compromisso com o Direito e a informação técnica de qualidade, acompanhará com isenção e responsabilidade qualquer desdobramento legal relacionado a este ou outros temas relevantes no cenário jurídico nacional. mostb.com
- Governo Eleva IOF e Penaliza a População: Mais Impostos, Menos Transparência.
IOF na Calada da Noite: Governo Penaliza Saúde, Estética, Agro, Alimentação e Mercado Imobiliário com Novo Decreto Decreto aumenta impostos sobre crédito, consumo, remessas e investimentos, afetando diretamente a população e os setores produtivos mais estratégicos da economia. Por Redação MOSTB | Opinião Na noite da última quinta-feira, 22 de maio de 2025 , o governo federal surpreendeu o país com a publicação de um decreto que aumenta significativamente as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) , sem qualquer debate prévio com a sociedade ou o Congresso Nacional. A medida, que deve arrecadar R$ 20,5 bilhões ainda este ano e R$ 41 bilhões em 2026 , atinge diretamente setores essenciais como saúde, estética, agronegócio, alimentação, consumo e mercado imobiliário , penalizando especialmente a classe média, o pequeno empreendedor e o consumidor final. Principais mudanças no IOF Cartões de crédito/débito internacionais: de 3,38% para 3,5%; Compra de moeda estrangeira e remessas: de 1,1% para 3,5%; Crédito para empresas: de 1,88% para 3,95% ao ano; Investimentos em previdência privada (VGBL): 5% para valores acima de R$ 50 mil mensais. A única exceção foi a manutenção da alíquota zero para fundos nacionais que investem no exterior — uma clara tentativa de acalmar o mercado financeiro, enquanto os setores produtivos e sociais são ignorados. Governo escolhe o atalho: aumento de imposto sem cortar gastos A decisão de elevar o IOF expõe uma escolha política clara: aumentar a arrecadação sem enfrentar os verdadeiros gargalos fiscais do país . Em vez de revisar os gastos públicos, cortar privilégios e promover reformas estruturantes, opta-se por onerar quem trabalha, empreende e consome . O momento agrava ainda mais a crise de confiança. A taxa Selic em 14,75% ao ano já encarece o crédito. Com o novo IOF, o custo de vida e de produção sobe ainda mais , enquanto a economia perde fôlego. Saúde e estética: alta de insumos importados atinge clínicas e pacientes Mais de 80% dos equipamentos hospitalares e estéticos utilizados no Brasil são importados. Itens como tomógrafos, ressonâncias, marcapassos, bioestimuladores, toxina botulínica e peelings avançados estão sujeitos ao novo IOF. Pequenos consultórios e clínicas de estética não conseguem negociar grandes lotes , tornando os procedimentos mais caros ou inviáveis. Pacientes e clientes arcam com o repasse dos custos — ou simplesmente deixam de acessar esses serviços, comprometendo saúde e autoestima. Agronegócio: produção penalizada e alimentos mais caros O setor agropecuário , responsável por cerca de 25% do PIB brasileiro , é outro duramente atingido: A produção nacional depende de fertilizantes, defensivos, máquinas e sementes importadas; O novo IOF eleva os custos de importação e encarece os financiamentos rurais ; O resultado? Aumento no custo de produção , queda da competitividade internacional e alta nos preços dos alimentos básicos . Setor de alimentação: do campo à mesa, o brasileiro paga mais A medida afeta toda a cadeia alimentar: Trigo, milho, soja, enzimas, conservantes e ingredientes funcionais usados em panificação, laticínios e ultraprocessados encarecem com a alta do dólar e do IOF; Pequenos negócios como padarias, mercearias e restaurantes enfrentam reajustes semanais de fornecedores; Para o consumidor final, isso significa um só caminho: inflação alimentar . Segundo o IBGE, até abril de 2025, a inflação dos alimentos acumulava 6,9% , e deve subir mais. Mercado imobiliário: juros altos e IOF freiam compras e elevam aluguéis Em 2024, os aluguéis residenciais subiram 13,5% , com o metro quadrado chegando a R$ 48,12 em média no país; A compra e venda de imóveis também encareceu: o preço médio por m² no Brasil está em R$ 9.366 , podendo ultrapassar R$ 13.900 em Balneário Camboriú (SC) ; Financiamentos imobiliários ficam ainda menos acessíveis com Selic alta + IOF elevado — restringindo o sonho da casa própria para milhões de brasileiros. Consequência prática: empobrecimento silencioso O novo IOF afeta diretamente: A saúde de quem precisa de tratamento ou diagnóstico avançado; O trabalho de quem empreende na estética e na medicina; A produção de alimentos e a segurança alimentar nacional; O bolso do consumidor que aluga, compra ou apenas tenta sobreviver. Em todos os casos, é o cidadão quem paga a conta — enquanto o Estado recolhe mais impostos sem entregar melhores serviços . Reforma ou retrocesso? Não se trata de ajuste fiscal, mas de reação imediatista a um desequilíbrio estrutural . É o reflexo de anos de má gestão pública , que agora cobra seu preço sobre quem mais contribui: o trabalhador, o produtor e o empreendedor brasileiro . É preciso dizer com clareza: o aumento do IOF não corrige a crise , aprofunda a desigualdade e trava o crescimento . Enquanto o governo tributa crédito, inovação, saúde e alimento, o país anda para trás. A elevação do IOF não é uma reforma fiscal: é um reflexo da incapacidade política de cortar privilégios, enxugar gastos e planejar com responsabilidade . Trata-se de uma solução imediatista , que transfere o ônus para quem produz e consome. Enquanto a máquina pública continua inchada, a população — do campo à cidade, do leito ao salão, da roça à mesa — arca com os custos de uma política míope, que agrava a desigualdade e mina a confiança no futuro. O Brasil precisa, com urgência, revisar sua política fiscal, promover segurança jurídica e valorizar quem gera riqueza, saúde, alimento e moradia. O que está em jogo não é apenas arrecadação, mas a dignidade de um país inteiro. MOSTB Portal de Notícias | Jornalismo com responsabilidade, opinião com fundamento.











