Dossiê: Simone Tebet – Da política sul-mato-grossense ao cenário nacional
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Com o objetivo de oferecer ao eleitor informações qualificadas e contribuir para uma escolha consciente nas eleições de 2026, o MOSTB Portal de Notícias inicia uma série especial de dossiês sobre os principais nomes que poderão disputar os cargos mais importantes do país. A proposta é apresentar um panorama da trajetória política de cada pré-candidato, reunindo informações sobre sua carreira pública, votações, decisões, posicionamentos, patrimônio declarado, ações judiciais, controvérsias e demais fatos de interesse público, sempre com base em documentos oficiais e fontes verificáveis.
Abrindo esta série, apresentamos o dossiê da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB). Embora sua candidatura ao Governo do Estado de São Paulo ainda não esteja oficialmente confirmada, seu nome tem sido citado no cenário político como uma das possíveis opções para a disputa eleitoral de 2026. Este levantamento reúne os principais acontecimentos de sua trajetória pública, permitindo que o leitor conheça seu histórico e forme sua própria opinião a partir de informações documentadas.
Quem é Simone Tebet
Simone Nassar Tebet, 56 anos, é advogada, professora universitária e uma das principais lideranças políticas de centro do Brasil. Nascida em Três Lagoas (MS), construiu sua carreira política no Mato Grosso do Sul antes de alcançar projeção nacional como senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento e Orçamento do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Filha do ex-presidente do Senado Ramez Tebet, iniciou sua trajetória política no MDB, partido pelo qual exerceu diversos cargos eletivos.

Sua carreira começou como deputada estadual de Mato Grosso do Sul entre 2003 e 2005. Em seguida, foi eleita prefeita de Três Lagoas, sendo reeleita para um segundo mandato.
Posteriormente assumiu a vice-governadoria de Mato Grosso do Sul e também ocupou a Secretaria de Governo do estado.
Em 2014 foi eleita senadora da República, tornando-se uma das parlamentares de maior destaque do Congresso Nacional.
Durante seu mandato, ganhou notoriedade por sua atuação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em debates sobre responsabilidade fiscal, reformas econômicas, educação, saúde e defesa da participação feminina na política.
A notoriedade nacional aumentou durante a CPI da Covid, em 2021. Embora não integrasse oficialmente a comissão, participou de diversos debates e entrevistas defendendo maior rigor na investigação das ações do governo federal durante a pandemia.
Em 2022 lançou candidatura à Presidência da República pelo MDB. Embora tenha terminado a disputa na terceira colocação, sua campanha consolidou sua imagem como representante de uma alternativa de centro, defendendo equilíbrio fiscal, responsabilidade social e reformas estruturais.
Após o primeiro turno declarou apoio ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva contra Jair Bolsonaro.
Com a vitória de Lula, Simone Tebet foi convidada para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento.
À frente da pasta, participou da elaboração do Novo Arcabouço Fiscal, dos debates sobre o Plano Plurianual (PPA), investimentos públicos, Novo PAC e políticas voltadas ao equilíbrio das contas públicas.
Sua atuação é frequentemente associada à defesa da responsabilidade fiscal combinada com investimentos sociais.
Em 2026 Simone Tebet confirmou sua intenção de disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. A decisão representa uma mudança significativa em sua trajetória, já que toda sua carreira eleitoral havia sido construída em Mato Grosso do Sul.
Segundo a própria ministra, a candidatura em São Paulo atende a uma articulação nacional liderada pelo presidente Lula e por aliados políticos, que enxergam nela um nome competitivo para representar a base governista no maior colégio eleitoral do país.
Entre os temas mais frequentemente defendidos por Simone Tebet estão:
responsabilidade fiscal;
equilíbrio das contas públicas;
fortalecimento da educação;
ampliação da participação feminina na política;
combate à corrupção;
modernização da administração pública;
desenvolvimento regional;
segurança jurídica para investimentos.
Analistas costumam classificar Simone Tebet como uma política de centro, com posições consideradas moderadas.
Na economia, costuma defender equilíbrio fiscal, responsabilidade orçamentária e ambiente favorável aos investimentos.
Na área social, manifesta apoio à ampliação de programas de combate à pobreza, defesa dos direitos das mulheres, educação e fortalecimento das políticas públicas.
Ao longo da carreira também enfrentou críticas.
Setores da direita passaram a criticá-la após seu apoio a Lula em 2022 e sua participação no governo federal.
Já setores mais à esquerda, em alguns momentos, apontaram divergências em relação às suas posições econômicas consideradas liberais.
Como ministra, também enfrentou questionamentos sobre metas fiscais, contingenciamentos orçamentários e execução de programas do governo.
Embora tenha havido especulações sobre uma possível candidatura ao Governo de São Paulo, Simone Tebet anunciou publicamente que pretende disputar o Senado pelo estado. A decisão amplia sua atuação política para além de Mato Grosso do Sul e poderá redefinir seu papel no cenário nacional nos próximos anos.
Linha do tempo
2003 – Deputada estadual de Mato Grosso do Sul.
2005 – Eleita prefeita de Três Lagoas.
2010 – Eleita vice-governadora.
2014 – Eleita senadora.
2022 – Candidata à Presidência da República.
2023 – Assume o Ministério do Planejamento e Orçamento.
2026 – Anuncia candidatura ao Senado por São Paulo.
Ainda sobre a vida política de Simone Tebet acreditamos que o eleitor precisa de suas ações que a levaram ser fortemente criticada por sua conduta antiética, na visão de muito cidadãos. Não estamos aqui para julgar, mas para reunir fatos e levar até o cidadão que vota.
O que levantamos que Simone Tebet não responde ou tenha respondido a grandes ações penais por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa ou improbidade administrativa com condenação, o que encontramos que há, no entanto, alguns pontos que merecem ser sabidos.
Existe processos que aparecem em nome de Simone Tebet. A As bases públicas registram entre 105 e 129 processos que mencionam o nome de Simone Tebet. Entretanto, isso não significa que ela seja ré. Em muitos casos ela aparece como:
prefeita de Três Lagoas;
senadora;
ministra;
autoridade pública;
representante de ente público;
parte apenas formal do processo.
Existe um registro do Inquérito 4050, no Supremo Tribunal Federal. Contudo, o procedimento foi arquivado em razão da prescrição, e o material disponível não indica condenação de Simone Tebet. A referência ao inquérito não permite afirmar que ela tenha sido responsabilizada por crime.
Em nossa pesquisa realizada não foram localizadas condenações criminais transitadas em julgado nem condenações por improbidade administrativa envolvendo Simone Tebet.
Até o momento dessa pesquisa, 09 de Julho de 2026, não encontramos condenações por abuso de poder econômico, compra de votos, caixa dois ou inelegibilidade impostas pela Justiça Eleitoral contra Simone Tebet.
Embora não tenha condenações conhecidas, Simone Tebet acumulou críticas ao longo da carreira por posições políticas, entre elas
voto favorável ao impeachment de Dilma Rousseff;
voto favorável à reforma trabalhista;
voto pela manutenção do mandato de Aécio Neves após decisão do STF;
defesa de propostas relacionadas às demarcações de terras indígenas, criticadas por organizações como o CIMI;
apoio a Lula no segundo turno de 2022, que gerou críticas de setores da direita.
Segue um quadro com as principais votações e posições públicas de Simone Tebet durante seu mandato no Senado (2015–2022). Não se trata de todas as milhares de votações nominais realizadas no período, mas das matérias de maior impacto político e econômico que marcaram sua atuação parlamentar. O Senado disponibiliza o relatório completo de votações nominais por ano para consulta pública.
Dossiê MOSTB | O histórico de votações de Simone Tebet no Senado Federal (2015–2022)
Durante seus oito anos de mandato como senadora por Mato Grosso do Sul, Simone Tebet consolidou uma atuação voltada ao chamado centro político, com forte alinhamento às pautas de responsabilidade fiscal, reformas econômicas e modernização da administração pública. Ao mesmo tempo, apoiou diversas matérias de caráter social, especialmente durante a pandemia de Covid-19.
Sua atuação parlamentar foi marcada pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes do Congresso Nacional, onde relatou e conduziu projetos considerados estratégicos para o país.
Principais posicionamentos
Ano | Proposição ou tema | Posição |
2016 | Impeachment de Dilma Rousseff | Favorável ao afastamento definitivo |
2016 | PEC do Teto de Gastos (EC 95) | Favorável |
2017 | Reforma Trabalhista | Favorável |
2017 | Modernização das relações de trabalho | Favorável |
2017 | Manutenção do mandato de Aécio Neves | Favorável |
2018 | Cadastro Positivo | Favorável |
2018 | Medidas de simplificação tributária | Favorável |
2019 | Reforma da Previdência | Favorável |
2019 | PEC Paralela da Previdência | Favorável |
2019 | Pacote Anticrime | Favorável, com ajustes |
2019 | Prisão após condenação em segunda instância | Favorável |
2019 | Reforma Tributária (debates iniciais) | Favorável |
2020 | Auxílio Emergencial | Favorável |
2020 | Orçamento de Guerra | Favorável |
2020 | Fundeb Permanente | Favorável |
2020 | Lei Aldir Blanc | Favorável |
2020 | Marco Legal do Saneamento | Favorável |
2020 | Novo Marco do Gás | Favorável |
2020 | Combate à pandemia | Favorável às medidas de apoio financeiro |
2021 | Autonomia do Banco Central | Favorável |
2021 | Marco das Startups | Favorável |
2021 | Marco das Ferrovias | Favorável |
2021 | BR do Mar | Favorável |
2021 | Privatização da Eletrobras | Favorável |
2021 | Reforma da Lei de Improbidade | Favorável |
2021 | PEC dos Precatórios | Favorável com ressalvas |
2022 | Lei Paulo Gustavo | Favorável |
2022 | PEC dos Benefícios | Favorável |
2022 | Medidas de combate aos efeitos econômicos da pandemia | Favorável |
Ao analisar seu histórico parlamentar, observa-se um padrão relativamente consistente.
Economia. Simone Tebet apoiou praticamente todas as reformas econômicas estruturantes apresentadas entre 2016 e 2022. Entre elas destacam-se:
Emenda Constitucional do Teto de Gastos;
Reforma Trabalhista;
Reforma da Previdência;
autonomia do Banco Central;
marcos regulatórios voltados à infraestrutura e investimentos privados.
Essas posições aproximaram sua atuação de uma agenda liberal na economia.
Responsabilidade fiscal. Ao longo do mandato, defendeu repetidamente:
equilíbrio das contas públicas;
controle do endividamento da União;
segurança jurídica;
ambiente favorável aos investimentos.
Área social. Apesar da postura liberal na economia, apoiou matérias voltadas à proteção social, como:
Auxílio Emergencial durante a pandemia;
Fundeb Permanente;
Lei Aldir Blanc;
Lei Paulo Gustavo;
programas emergenciais de manutenção do emprego e renda.
Segurança Pública. Tebet defendeu:
endurecimento da legislação contra o crime organizado;
fortalecimento do combate à corrupção;
aperfeiçoamentos no Pacote Anticrime;
fortalecimento institucional do Ministério Público e das polícias.
Algumas das posições adotadas por Simone Tebet no Senado Federal tiveram ampla repercussão política e continuam sendo lembradas tanto por aliados quanto por adversários. Entre elas está o voto favorável ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016. Na ocasião, Tebet defendeu que havia fundamentos jurídicos suficientes para a perda do mandato presidencial. No mesmo período, também apoiou a Emenda Constitucional do Teto de Gastos e, em 2017, votou favoravelmente à Reforma Trabalhista, argumentando que a modernização da legislação e a flexibilização das relações de trabalho poderiam contribuir para a geração de empregos.
Outra atuação de destaque ocorreu durante a tramitação da Reforma da Previdência, em 2019. Na condição de presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet conduziu parte importante dos trabalhos legislativos e manifestou apoio à proposta, classificando a reforma como necessária para o equilíbrio das contas públicas e a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro.
Também gerou repercussão seu voto favorável à manutenção do mandato do então senador Aécio Neves, em 2017, durante a votação que analisou a decisão do Supremo Tribunal Federal que determinava seu afastamento. A posição foi alvo de críticas de setores da opinião pública e de adversários políticos, que consideraram a decisão incompatível com o discurso de combate à corrupção.
Já no cenário eleitoral de 2022, embora não se tratasse de uma votação parlamentar, um dos momentos mais marcantes de sua trajetória política ocorreu após o primeiro turno das eleições presidenciais. Depois de disputar a Presidência da República pelo MDB e apresentar críticas tanto ao governo Jair Bolsonaro quanto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha, Simone Tebet anunciou apoio a Lula no segundo turno. Ao justificar sua decisão, afirmou que a fazia em defesa da democracia e por considerar que Lula representava a melhor alternativa naquele momento. A escolha dividiu opiniões, recebendo apoio de parte de seus eleitores e críticas de outros, que esperavam uma posição de neutralidade ou entendiam que o apoio contrariava parte do discurso adotado durante a campanha eleitoral.
No conjunto de sua atuação parlamentar, Simone Tebet é frequentemente classificada como uma política de centro, com perfil reformista na área econômica. Seu histórico de votações demonstra apoio a medidas de responsabilidade fiscal, reformas estruturais, modernização do Estado e segurança jurídica para investimentos. Ao mesmo tempo, defendeu políticas sociais em momentos específicos, como durante a pandemia de Covid-19, quando apoiou iniciativas voltadas à proteção da renda, à educação e ao enfrentamento da crise sanitária. Essa trajetória contribuiu para consolidá-la como uma das principais lideranças nacionais do MDB, culminando em sua candidatura à Presidência da República em 2022 e, posteriormente, em sua nomeação para o Ministério do Planejamento e Orçamento no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entrando nas declarações sobre bens particulares. Tebet fez declaração milionário para eleições à presidente da republica em 2022.
Patrimônio declarado ao TSE
Eleição | Cargo | Patrimônio declarado |
2022 | Presidente da República | R$ 2.323.735,38 |
Principais bens declarados em 2022
Segundo a declaração apresentada ao TSE, o patrimônio era composto por bens como:
imóveis;
aplicações financeiras;
depósitos bancários;
veículos;
outros bens e direitos.
O total declarado foi de R$ 2.323.735,38.
Caso Tebet venha a se candidatar no ano de 2026, será necessária uma nova declaração onde devemos analisar a evolução de seus bens.
O apoio declarado por Simone Tebet ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 representou um dos momentos mais controversos de sua trajetória política. Após uma campanha em que direcionou críticas ao PT, à corrupção e aos governos petistas, sua decisão foi interpretada por parte do eleitorado como uma mudança de posicionamento negativo e triçoeiro. Para muitos de seus eleitores, que enxergavam sua candidatura como uma alternativa à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro, o apoio ao candidato petista gerou frustração e levantou questionamentos sobre a coerência entre o discurso adotado durante a campanha e a decisão tomada após o primeiro turno.
Independentemente das justificativas apresentadas por Tebet, o episódio teve impacto significativo sobre sua imagem pública.
Texto: mostb.com
Fonte: Site TSE. Gov.br Portal de Transparência.



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