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O empreendedorismo que atrapalha.

O mercado de trabalho tem sofrido negativamente com a falta de colaboradores.


Com a revolução industrial, a chamada 4.0, quando muitos postos de trabalhos foram substituídos pelas automatizações dos processos, o governo se viu na obrigação de incentivar novos caminhos para que a economia não entrasse em declínio absoluto, e, aqui começamos a ver os primeiros ex-empregados a se tornarem empreendedores, os primeiros negócios individuais ou micro empresas. Uma solução imediata, mas um problema criado a longo prazo.


Na mesma fase que postos de trabalho foram automatizados nas grandes industrias, empregados foram dispensados, mas ainda assim, as industrias precisavam de colaboradores qualificados. - Como contornar as altas taxas trabalhistas? Para essa questão a saída foi contratar de forma autônoma. Com essas premissas o governo por sua vez, passou a incentivar o empreendedorismo como forma de promover o equilíbrio socioeconômico e, de contra partida continuar a arrecadar impostos em larga escala, numa tentativa de equilibrar os cofres públicos.


Fomentar o empreendedorismo é fomentar o desenvolvimento, mas tudo tem um limite, e o mercado de trabalho tem sido afetado sem que a grande maioria perceba.


Vamos deixar mais claro esse assunto!

Profissionais que antes eram contratados por grandes industrias, passaram a abrir seus próprios negócios: padarias, mercadinhos, açougues, lojas, restaurantes etc. Mas quando tudo parecia estar caminhando positivamente, vem a saturação do mercado. Então, numa forma de contornar essa situação, o governo passa a incentivar o aperfeiçoamento técnico para empreendedores e cria o MEI, o micro empreendedor individual que por sua vez, começam a abrir seus próprios espaços de trabalho "negócios autônomos. Essa nova fase foi alimentada com textos " Busque a sua realização profissional" ou "Seja dono do seu tempo e realize seus sonhos dependendo unicamente de você". E aqui encontramos os dados apresentado pelo IBGE em 2018, a cada 10 pessoas, 4 são profissionais autônomos ou trabalham de forma informal. As outras 6 se dividem em desempregados, aguardando um posto de trabalho, ou pessoas que ainda estão decidindo o que fazer quanto profissionais. Ai você se pergunta, quem são esses profissionais MEI? É só acessar o site https://portaldomeiempreendedor.com/ e procurar as mais de 90 profissões apoiados como Micro empreendedor individual. Ex.: profissionais de beleza e estética (mais de 20 tipos de profissões); design gráficos; jornalistas; editores; guia de turismo; entre outros.).


- Isso é errado, ou seja, querer ser dono do próprio destino profissional?

De forma alguma! Inclusive é uma atitude muito louvável você querer crescer profissionalmente e ser protagonista da sua própria história. Porém, analisando de outra perspectiva, é preciso entender que tudo pede equilíbrio e no momento estamos passando por uma nova mudança no mercado profissional. As empresas já consolidadas estão com dificuldades em contratar mão de obra, e, os micro empreendedores individuais não estão conseguindo crescer, devido os inúmeros concorrentes no mercado oferecendo os mesmos serviços, e pior, sem diferenciais.


Estamos vivendo um erro estratégico, que podemos chamar aqui de "Ciclo do revés" ou "professional-setback".


Já que apresentamos o problema, qual seria a solução?

Está na hora de rever os caminhos que realmente nos levariam a retomar o desenvolvimento, sejam esses como profissionais independentes ou não.

Devemos parar de acreditar em soluções mirabolantes e aceitar que não podemos tudo. Que existe um limite e que ele é saudável. Que podemos ser felizes e realizados fazendo o que nos dá prazer e não o que a sociedade nos impõe. Mas acima de tudo... Ninguém alcança o seu maior potencial sozinho. Um dia damos o que temos, no outro recebemos.


Pense. A vida é um ciclo...

Houve uma época que plantar era coisa de gente que morava em roça. Hoje, é chic comprar o que vem da roça.

Houve uma época que mandar fazer roupas era coisa de gente pobre e, chic mesmo era comprar em loja de departamento. O tempo passou, e hoje...

Houve um uma época que morar bem era morar em bairros próximos ao centro da cidade, o contrário era a chamada periferia. Hoje, morar bem é morar afastado do centro urbano e de preferência em condomínios fechados, que você certamente não conhece os seus vizinhos.


Retroceder nem sempre é retroceder... muitas vezes é perceber que, o que ficou para trás é melhor do que está por vir.


Linda Borges.

Diretora

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