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Muito se comenta sobre o racismo e preconceito nas redes sociais.


Fala-se da discriminação até mesmo pela forma que as pessoas se vestem e se comportam, mas abrimos um parêntese na questão profissional “Será mesmo que esse alarde todo é real no meio profissional?”.

O racismo e o preconceito existem no meio profissional ou as pessoas não querem se adaptar as exigências do cargo?”

Diz-se que só pode falar de algo quem experimentou. Não concordo muito com essa frase, mas para fazer valer esse artigo, é necessário contar que já passei não por uma, mas por vários momentos de discriminação. Sim! Já passei.

Mas o foco aqui não são minhas histórias. Acredito que o ser humano também precisa mudar esse conceito, de só ouvir aquele que ele vê como coitado, ou, em situação pior do que a dele, e assim por diante.

Como consultora de RH, coordenadora de equipe e recrutadora, jamais admiti nenhum tipo de discriminação e preconceito, mas também nunca me curvei a perfis que não se encaixavam a vaga. Claro que tudo tem um limite e, vejo que essa linha está bem tênue no que se refere a contratação e adaptação do perfil.

Entendo que se durante a seleção houver a necessidade de adaptar a vaga ao candidato e não o contrário, o mesmo deve ser dispensado, sem que haja considerações de discriminação. Me refiro aqui a situações comportamentais. Se o candidato precisa do emprego, entendo que o mesmo pode adaptar-se as condições da vaga, as regras que a empresa lhe pede.

Quando digo adaptar-se, refiro a detalhes como: prender os cabelos, quando esses são muito longos ou armados. Esconder ‘piercing’ e tatuagens. Usar roupas mais comportadas. Trocar a cor do cabelo… são características que faz parte da imagem do indivíduo. Mas se esse precisar camuflar essas características em prol de um emprego, qual o problema? O candidato tem o direito de aceitar ou não as condições das impostas pela empresa. Mas o candidato não pode se referir a sua perda de colocação por causa da aparência, pois foi lhe dada a oportunidade de escolha.

Já se tratando da cor da pele. Se o candidato perdeu a vaga por ser de outra etnia, ou mesmo por causa da sua religião, então sim! Ficaria caracterizado racismo e preconceito.

Podemos dizer que hoje vivemos com uma linha tênue, quase que imperceptível quando se trata do que é preconceito e o que não é, mas uma coisa é certa se saber… Preconceito e discriminação não dão a hipótese de escolha. Já o contrário, podemos dizer também que a escolha do candidato em não se adaptar a vaga oferecida é de inteira responsabilidade dele.

A explanação está bem clara. O que precisamos é melhorar o diálogo e procurar sermos mais corretos quanto aos nossos julgamentos e assim melhorarmos as relações. A sociedade está ficando chata, mas ainda está em tempo de encontramos o equilíbrio. Tudo está em aceitarmos que nossas escolhas são as que determinam até onde eu possa ir. Ninguém é responsável por nossas escolhas, a não ser nós mesmos.

Texto Equipe MOSTB

Fotografia: Banco de Imagem Internet

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