Golpes virtuais crescem no Brasil e exigem atenção redobrada dos usuários
- 10 de jul.
- 2 min de leitura
A digitalização dos serviços bancários, das compras on-line e dos aplicativos de mensagens trouxe mais praticidade ao dia a dia dos brasileiros, mas também abriu espaço para o crescimento dos crimes virtuais. Criminosos utilizam técnicas cada vez mais sofisticadas para enganar vítimas, obter dados pessoais, invadir contas e desviar dinheiro.

Entre os golpes mais frequentes estão as falsas centrais de atendimento bancário, mensagens enviadas por aplicativos como WhatsApp e SMS com links fraudulentos, páginas falsas de comércio eletrônico, pedidos de atualização cadastral e contatos telefônicos que simulam números oficiais de bancos e empresas. O objetivo é convencer a vítima a informar senhas, códigos de autenticação, dados bancários ou realizar transferências via Pix.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o golpe da falsa central telefônica está entre os crimes financeiros que mais cresceram nos últimos anos. Os criminosos utilizam recursos tecnológicos capazes de exibir no identificador de chamadas números semelhantes aos das instituições financeiras, aumentando a credibilidade da fraude. A entidade reforça que bancos jamais solicitam senhas, códigos de segurança, instalação de aplicativos ou transferências para "regularização" de contas por telefone ou aplicativos de mensagens.
Outro levantamento da Febraban aponta que 39% dos brasileiros afirmam já ter sido vítimas ou alvo de tentativa de golpe envolvendo contas bancárias, o maior índice registrado pela série histórica do Observatório Febraban. Entre as modalidades mais citadas estão a clonagem de cartões, golpes pelo WhatsApp, falsas centrais de atendimento e fraudes envolvendo o Pix.
A Polícia Federal também orienta que usuários mantenham sistemas e aplicativos atualizados, utilizem autenticação em dois fatores, desconfiem de mensagens com senso de urgência e jamais acessem links recebidos sem verificar sua procedência. Em caso de dúvida, a recomendação é encerrar a ligação ou conversa e procurar a instituição por meio dos canais oficiais disponíveis em seus sites ou aplicativos.
Especialistas alertam que a principal arma dos golpistas continua sendo a engenharia social, técnica baseada na manipulação psicológica das vítimas. Por isso, informação, cautela e verificação continuam sendo as formas mais eficazes de prevenção. Em um ambiente cada vez mais conectado, alguns minutos de conferência podem evitar prejuízos financeiros e a exposição de dados pessoais.
Texto: mostb.com



Comentários