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Comportamento,

Profissionais x Depressão


“Faça o que for necessário para ser feliz....” Martha Medeiros


Wilson, gerente administrativo é do tipo “popular”, aquele sujeito que nunca passa despercebido. Por conta de dificuldades financeiras foi se fechando, trocando o sorriso farto por aquele mirradinho. Já não aceitava mais convites para o almoço com a galera, emagreceu e aos poucos foi se isolando.

Certa manhã chegou de “cara amarrada” e chamou a sua equipe. Pediu para que todos em silêncio se ajeitassem. E assim foi feito. Silêncio quase que absoluto, os únicos sons que se ouvira vinham do tic-tac do relógio grande pendurado na entrada da sala e os murmurinhos das “tias do café”.


Os mais longos um minuto e meio que se teve notícia na empresa.

- O que foi Sr. Wilson? – perguntou a destemida (ou desavisada) funcionária

- Então gente, respondeu Wilson em tom triste “ontem sai para beber por conta desta dura decisão” (neste momento até as tias do café engoliram em seco)...

- infelizmente bebi além da conta (tensão na voz) tomei todas ate o bar fechar. O dono do bar me colocou na calçada, e diante daquela situação eu não pensei duas vezes, larguei o meu carro por lá, peguei um ônibus e voltei correndo pra casa.

- Ah, que máximo Sr. Wilson, disse a funcionária já aplaudindo. “É nosso herói, é nosso herói” repetiam em coro. Findado os aplausos e o coro; eis que paira no ar a famosa “pergunta que não quer calar” Por que então esse desânimo chefe??

- (Wilson ainda cabisbaixo) Vejam vocês como são as coisas!!!.....Vocês aqui me aplaudindo, me dando forças, e lá em casa o meu vizinho fazendo ameaças e me chamando aos berros “Wilsoooooooooon, seu filho da mãe, tira logo essa porcaria de ônibus da frente da minha casa”.


Neste instante a turma toda caiu na risada. Todos se alegraram não pela piada, obviamente, mas porque a tristeza de Wilson tinha chegado ao fim. Senhor. Wilson voltou a ser o “Wilsão de sempre”.


A comoção foi total, geral e irrestrita, afinal atire a primeira pedra quem nunca ficou triste.

“Estar” triste é comum e faz parte da vida. Já o “ficar” triste é patológico e preocupante.

A tristeza tem causas “circunstâncias” (fatores pontuais com impactos psicológicos e sociais). Já depressão (a tristeza longa) advém de um desequilíbrio químico no cérebro, mas precisamente nos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina).


A tristeza tem curta duração e no caso do Wilson foi só parcelar as dívidas e “tomar posse novamente da sua vida”.

A depressão é uma doença e como tal tem a duração e tratativas diferenciadas. Somente um profissional especializado da área da saúde pode diagnosticar e tratar, somos por assim dizer “passivos e pacientes”. Não “dominamos” sem ajuda.

As estatísticas (aproximadamente uma em cada cinco pessoas) no mundo apresenta o problema em algum momento da vida. Estamos falando de mais ou menos 20% da população mundial com depressão, é muita gente mesmo, por canta deste “volume” os cientistas e estudiosos constantemente estão em busca de novas “respostas”.

Os estudos revelam que o estresse pode ser o agente desencadeador da depressão, principalmente naquelas pessoas com predisposição genética.


A boa notícia é que hoje em dia existe uma infinidade de alternativas para evitar o estresse e seus efeitos tóxicos.

O “coaching+detox” é uma destas alternativas. Consiste em utilizar a estrutura do processo coaching convencional com atividades de desintoxicação tanto da mente como do corpo. Mais que perguntas e respostas esse processo inclui uma visão de “integralidade” (mente, corpo e espiritualidade). A ideia é um olhar de dentro para fora, reforçando os bons hábitos/crenças.


Para ilustrar o modus operandi do processo, um paralelo com os óculos é bem adequado, pois ambos corrigem e ou melhoram a VISÃO, são personalizados e de uso individual. Muita gente usa óculos, mas a “receita” é prescrita caso a caso. Portanto o princípio do processo também é geral com aplicação individual.


Esse processo atua no que chamamos de “causa raiz”, a origem por assim dizer do estresse. Neste sentido NÃO tentar ser o que não é ou NÃO querer o que é do outro são regras que OBRIGATORIAMENTE devem ser obedecidas. De outra forma o indivíduo está fadado a aborrecimentos desnecessários e desperdício de vida.


Como assim? Ficamos estressados mesmo respeitando essas regras; afinal são óbvias! Concordo, a resposta é que além destas regras “claras” existem outras dela derivadas, do tipo “camufladas”. Quer ver um bom exemplo? – Metas, elas têm origens nobres, são crias dos objetivos. A gente cresce ouvindo que temos que ter objetivos na vida. E é verdade, faz todo sentido. Uma pessoa sem objetivo não tem motivação. O que nos move é o desejo ardente de conquistar os nossos objetivos. E quando chegamos lá? Festa, euforia, êxtase.

A primeira vista ficar extasiado parece bom, e de certa maneira é bom mesmo. Só não é bom quando se fica emocionalmente “fora de si” tomados por sensações adversas e extremadas. Sensações que experimentamos às vezes no afã de alcançar a todo custo às metas, e que nos levam sem querer a “quebrar regras”. De repente o almoço vira lanche, o diálogo vira monólogo, a noite vira dia. Passamos a tomar café em excesso, deixamos os amigos, os amores e a vida pra “depois”. Neste estado trocamos a nossa rotina, o nosso “eu” e sem querer assumimos outra personalidade. Isso explica às alterações de peso, de humor, os divórcios, as brigas, a intolerância, a violência, enfim a tristeza.


Não podemos mudar as regras, e nem tão pouco as pessoas. O que podemos; o que devemos é nos adaptar e mudar a nossa “perspectiva”, em bom português a nossa maneira de “encarar as coisas” sem estresse.


Evite o estresse “brincando”, basta seguir estas dicas:

No âmbito Pessoal

Passo 1: Busque o autoconhecimento (incluindo check up médico);

Passo 2: Repense a alimentação (essa é uma excelente oportunidade para se divertir e se surpreender com a quantidade de coisas que a gente nem imagina existir);

Passo 3: Pratique atividades físicas (se você gosta “de você” e de gente, então essa é mesmo pra você);

Passo 4: Pratique “igreja” (a comunhão, o trabalho voluntário e acima de tudo a espiritualidade produzem efeitos relaxantes);

Passo 5: Lazer e Cultura (o que te faz feliz? você é o que sabe/conhece?).

Passo 6: Durma bem (não negocie isso!!!)

No âmbito Corporativo

Regra 1 - Defina prioridades;

Regra 2 - Evite autocobranças;

Regra 3 - Ame mesmo sem gostar (perdoe);

Regra 4 - Pense positivo e acostume a rir de você mesmo;

Regra 5 - Faça mais que comunicar (tenha interesse e verifique se o outro está na mesma sintonia). Um mal entendido pode gerar sofrimentos e desencadear um estresse violento;

Regra 6 - Pratique a autopremiação (pequenos estímulos promovem grandes mudanças).

Mais que uma questão de “regras”, uma questão de vida. Tome posse da sua. Feliz viver e xô depressão!!!!!. Até o próximo


Serotonina* é um produto químico que atua sobre o cérebro e capaz de produzir grande sensação de alegria, ou seja, proporciona um estado emocional através de uma alteração química (fonte web)


Texto Eliana Diniz.

Reeditado Julho 2019.

Revista SETORH "Para Uma Melhor Gestão de Pessoas". 36ª ed. 2014.


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